segunda-feira, 20 de maio de 2013

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Inglês planta jardins em buracos de rua para protestar contra má conservação das calçadas


Foto: Pete Dungey/Divulgação

“No meio do caminho tinha”… um jardim! Inconformado com a má conservação das calçadas – que, além de dificultar a passagem de pedestres, pode causar acidentes graves –, o inglês Pete Dungey decidiu protestar! Como? Plantando jardins em cada buraco que encontra pela frente.

Pensou em uma graminha saindo de cada orifício da calçada? Então, pare de subestimar Dungey, porque ele é muito caprichoso em serviço. Cada minijardim é montado com plantas de espécies e cores diferentes e, de quebra, ganha miniaturas de objetos como bancos, bicicletas e orelhões, sugerindo que a natureza deveria estar mais integrada às grandes cidades.

A ideia do projeto The Pothole Gardens é chamar a atenção dos cidadãos para o estado (esburacado) das calçadas e, de quebra, levar “verde e poesia” – como define Dungey – às metrópoles. Parece estar funcionado! Os minijardins ingleses viraram febre e tem gente de todo o lugar replicando a ideia nos buracos das calçadas mundo afora.
Dungey incentiva as pessoas a tirar fotos das intervenções e enviá-las para o e-mail thepotholegardener@yahoo.com. Todas as imagens que ele recebe são postadas em seu site para inspirar outros a aderir ao movimento – que já rendeu até livro, o The Little Book of Little Gardens.

No Brasil, o projeto Curativos Urbanos também protesta, do seu jeito, contra a má conservação das calçadas. Eles percorrem as ruas colocando band-aids gigantes nos buracos, afim de evidenciar o problema. 

Fonte: Super Interessante

Casal brasileiro dá volta ao mundo a bordo de uma Kombi sustentável



A bordo de uma Kombi, o casal de fotógrafos Inês Calixto e Franco Hoff passou dois anos viajando pelas estradas do Brasil, a fim de fotografar e compilar dados sobre ecologia e cultura. A expedição inspirou o projeto “Vou de Kombi”, que pretende percorrer países dos cinco continentes para relatar experiências de trocas de cultura, produzindo fotografias e estudos socioambientais.

O projeto Vou de Kombi é a versão internacional da expedição“Histórias de Alice”, que, ao longo de dois anos, produziu uma série de estudos importantes em 400 cidades e realizou 50 workshops de foto. “Mais de quinhentas crianças foram beneficiadas pelas oficinas gratuitas de fotografias doadas pelo projeto”, afirma Inês. Além disso, o casal organizou pequenas exposições fotográficas nas comunidades visitadas.

A Kombi que será usada na expedição internacional servirá de moradia para o casal e foi modificada para reduzir os impactos causados pelo veículo no meio ambiente. O homemove conta com o selo “Carbon Free” para compensar as emissões de gases de efeito estufa, e o sistema de iluminação é composto por LED. A eletricidade usada pelo casal vem dos painéis solares instalados no teto do veículo.

O projeto Vou de Kombi depende da captação de 15 mil reais em recursos no Catarse, plataforma virtual de financiamento coletivo. Mesmo assim, o casal já está com a viagem marcada: em três de junho a expedição tem início, com saída do sul do país e primeiro destino internacional o Uruguai. De lá, o casal pretende dar a volta ao mundo – percorrendo as Américas, a Europa, a África, a Ásia e a Oceania. A expedição vai atravessar os continentes pelo mar, e deverá retornar ao Brasil em 2018.

Fonte: CicloVivo

Nava: a garrafa que filtra água



O filtro é feito de casca de coco e tem recipiente com capacidade para 650 ml

Se a sede nos pega desprevenidos na rua, acabamos nos rendendo à garrafinha plástica, geralmente feita com PET. Apesar de ser reciclável, o índice brasileiro de reciclagem desse produto gira em torno de 50%, o que demonstra uma quantidade alta de material que vai parar em aterros sanitários ou lixões.

Mas imagine colocar água da torneira em um recipiente e, segundos depois, já estar matando sua sede de forma despreocupada? É essa a ideia dos designers Eric Barnes e Paul Shustak, fundadores da KOR Water, companhia norte-americana dedicada a criar produtos que conscientizem as pessoas sobre os problemas críticos da captação de água. Eles desenvolveram a Nava, uma mescla de filtro de água com garrafa que, segundo eles, vai revolucionar o modo de se pensar água engarrafada. A Nava possui esse nome em razão de uma das mais importantes reservas de áreas úmidas do mundo, a Laguna de La Nave de Fuentes, localizada na Espanha.

O produto se parece com uma garrafa plástica convencional de 650 ml. No entanto, no próprio bocal, está localizado um filtro. Ele é feito a partir de casca de coco (saiba mais aqui), o material reconhecido como um dos mais eficientes para filtragem, além de reduzir emissões e ser renovável, e tem vida útil de 151 litros. O recipiente, o bocal e outras partes da garrafa são feitas por meio de plástico mais resistente e silicone e têm duração mais ampla - podem ser mantidos enquanto troca-se o filtro. Para encher a garrafa, basta o usuário remover o bocal, introduzir o líquido e fechar o recipiente novamente. A partir daí, é só beber a água, que será filtrada no momento em que o líquido passar pelo filtro.

O design também foi um ponto muito estudado na criação da novidade. Os idealizadores quiseram montar a "garrafa mais bonita do mundo" por fora, sendo funcional por dentro. A tampa da garrafa é ligada ao ao restante do recipiente para evitar sua perda, e basta um simples clique na lateral do bocal para abri-la, o que é muito eficiente para quem pratica atividades físicas, por exemplo. Também há uma espécie de canudo (que na verdade é uma das terminações do filtro) para o usuário beber a água com mais comodidade e sem desperdício, e a tampa evita que a parte em que o usuário irá colocar a boca se contamine.

Além da facilidade, os produtores do Nava querem passar a importante mensagem de que é possível viver sem as garrafas PET. Isso se comprova por meio de números. Segundo os fabricantes, comprando o filtro Nava, é possível eliminar 300 garrafas PET do cotidiano e ainda economizar cerca de R$ 800 no orçamento, assumindo o ciclo de vida de um filtro. Tudo isso sem contar a possibilidade de pegar água da torneira de qualquer estabelecimento sem se preocupar com contaminações.

 

A empresa também oferece certas vantagens aos usuários, como a entrega em casa do produto para quem se registrar no site e efetuar a compra virtual. Sem contar que, quando o Nava se desgastar, peças substitutas também serão entregues a domicílio.

O produto foi lançado em abril de 2013 no site doKickstarter, que propicia a doadores apoio ao desenvolvimento de projetos, modelo usualmente chamado de crowdfunding. O produto permaneceu disponível para doações até o início de maio, com o objetivo de alcançar US$ 50 mil para financiamento do projeto. Mas como os internautas adoraram a novidade, o valor foi ultrapassado e chegou a US$ 261 mil. Desse modo, o produto deve começar a ser comercializado em breve por meio do site da KOR Water, com um preço de varejo estimado em cerca de R$ 60.

Veja abaixo o vídeo (em inglês) com mais informações sobre o produto:



Imagens: Kickstarter

Fonte: eCycle

Taiwaneses projetam edifício com fachada que gera energia eólica



As turbinas eólicas influenciaram a criação do Wind Tower, um prédio projetado para gerar energia limpa. O responsável pelo projeto é o escritório taiwanês de arquitetura e urbanismo Decode.

O intuito deste projeto é tornar o edifício referência mundial em uma estrutura multiuso e elegante. Além de ter todas as funções de um prédio tradicional, o conceito inclui a utilização de uma fachada flexível que funciona também como uma usina eólica.


A alternativa encontrada pelos arquitetos foi criar uma espécie de capa que encobre todo o edifício e é composta por múltiplos geradores eólicos. Assim, conforme o vento bate os geradores se movimentam e podem, até mesmo, modificar a fachada do prédio.

De acordo com o site do escritório, a eletricidade gerada a partir dessa fonte é suficiente para abastecer todo o edifício. O sistema é conectado a uma rede interna que distribui a energia conforme a necessidade.


Mesmo que as turbinas estejam em todo o redor do prédio, ele foi planejadao de maneira a permitir a entrada da luz natural e assim reduzir os gastos com iluminação.

Para completar a beleza e elegância do projeto, os taiwaneses utilizaram lâmpadas de LED espalhadas ao redor do edifício. Elas são alimentadas pela energia limpa e mudam de acordo de acordo com o clima. Esse dinamismo dá às pessoas a ideia de que a fachada está viva.

O projeto ainda é apenas um conceito e não existe previsão para que ele seja construído.

Fonte: CicloVivo

Alga é aliada na produção de bateria sustentável



Novo modelo é opção ambientalmente amigável e tem potencial para ser fabricado em larga escala

Os problemas relacionados ao uso de baterias portáteis ou automotivas são muitos, da poluição do meio ambiente a possíveis intoxicações por metais pesados, como mercúrio e lítio, presentes em seu interior. O estudo para o desenvolvimento de alternativas ao uso desse tipo de produto é extenso, com diversas possibilidades.

Uma delas é a bateria de papel, também chamada de bateria de celulose. Ela funciona a partir da colocação de nanoestruturas de carbono, que já contêm a energia acumulada, por meio de uma tinta, na superfície do papel. As vantagens desse tipo de bateria são o tamanho menor, o peso leve, biodegradabilidade e o fato de não haver metais pesados em sua composição. A desvantagem é o alto custo de fabricação das nanoestruturas, o que faz com que sua produção comercial ainda seja inviável.

Mas pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, descobriram uma maneira de deixar esse tipo especial de bateria ainda mais potente: substituindo a celulose do papel pela de algas.

A grande vantagem da Cladophora, comumente encontrada no Mar Báltico, é a estrutura celular de sua celulose, que oferece uma superfície de contato ainda maior que a do papel, tendo, desse modo, a possibilidade de conter nanoestruturas mais potentes. De acordo com os pesquisadores, a descoberta faz com que a produção em massa da bateria de alga possa ser economicamente viável.

Será que veremos esse novo tipo de bateria biodegradável? Enquanto essa novidade não chega as prateleiras, visite a página de pesquisa do eCycle para saber os postos de recebimento de pilhas e baterias mais próximos a sua casa!


Fonte: eCycle

Pessoas que moram perto de parques vivem mais felizes



Se apenas cinco minutos de contato com o verde por dia, realizando atividades simples como caminhar, cuidar do jardim, andar de bicicleta ou passear por uma praça com o cachorro, já melhoram o humor, a autoestima e a saúde mental, cabe perguntar quais são os benefícios de morar perto de uma área verde.

Você acreditaria se lhe dissessem que isso se compara a um terço dos sentimentos prazerosos que os noivos experimentam no momento do “sim”, e a um décimo da felicidade de um desempregado quando consegue trabalho? Pode soar um tanto exagerado, mas é o que afirma um estudo publicado recentemente na revista Psychological Science.

Conduzido por pesquisadores da Universidade de Exeter, o estudo envolveu dez mil pessoas, de cinco mil residências do Reino Unido.

Os dados foram obtidos com os resultados de uma pesquisa sobre satisfação pessoal e angústia, realizada pelo British Household Panel Survey, que foram cruzados com as áreas em que moravam cada um dos participantes. O estudo conclui que viver nas proximidades tanto de parques como de áreas verdes gera uma agradável sensação de bem-estar.

Chefiado por Mat White, a pesquisa pretendia ir além dos estudos anteriores, que demonstravam uma ligação entre a saúde mental e os espaços verdes. No entanto, os pesquisadores se viram diante de um dilema do tipo “o ovo ou a galinha”: é a área verde que faz as pessoas se sentirem mais felizes, ou pessoas felizes tendem a morar perto de áreas verdes?

Para responder à pergunta, o trabalho se concentrou nas experiências de um mesmo grupo de amostragem durante um período de 18 anos. A análise dos dados comprovou que são os espaços verdes que exercem uma influência positiva sobre as pessoas.

Os resultados do estudo reforçam a importância de preservar e fomentar espaços verdes dentro das cidades, não só para atuarem como pulmões urbanos, mas para multiplicarem suas influências positivas sobre a população que vive nas proximidades desses espaços.


Fonte: CicloVivo